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terça-feira, 10 de novembro de 2015

Por que o Serviço Social tem que discutir sobre o movimento ocupe estelita?

Em tempos de avanço do capital, de tensões políticas e da entrada cada vez maior da ideologia do neoliberalismo no país, as cidades, o crescimento urbano desordenado se torna constantemente pauta, mais que isso, se torna ambição para expansão dos interesses capitalistas movidos pela ganância por maiores taxas de lucros e acumulação do capital.

O setor imobiliário é um dos que mais crescem no país e aqui em isso Recife não fica para trás. A cidade do Recife, assim como outras Brasil a fora não escapou da especulação imobiliária, do crescimento desordenado e da segregação espacial, da divisão de bairros para ricos e bairros para pobres. Entretanto, esse crescimento continua pluralizado e os espaços tendem a se misturar – afinal a desigualdade coloca lado a lado ricos e pobres, burgueses e proletariado. Mas o interesse da classe dominante é eliminar tal pluralidade, segregar e aumentar seus quintais é central na ideologia burguesa.

Sendo assim, os espaços que o Estado conscientemente sucateia, atende os interesses ambiciosos de grandes empreendimentos e foi assim que a área do Cais José Estelita se tornou palco de disputa do Movimento Ocupe Estelita e as construtoras. Sabendo disso e do impacto que pode ser causado, a discussão se justifica pela necessidade de trazer esse debate, em específico a atuação do Movimento Ocupe Estelita e suas nuances para uma reflexão crítica, entendo a importância do mesmo frente a omissão do poder público, da imparcialidade dos meios de comunicação e favorecimento do governo as construtoras.

Logo, faz parte da matriz teórica do Serviço Social, descortinar e apreender na essência essa questão posta, que é uma questão mercantilizadora, de luta de classes e priorização dos espaços para quem tem poder aquisitivo, sujeitando os menos favorecidos a esse poder mesquinho do capital.

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